Cancioneiro
À meia noite ao luar
Vai pelas ruas a cantar
O boémio sonhador
E a recatada donzela
De mansinho abre a janela
À doce canção de amor
Refrão:
Ai como é belo
Á luz da lua
Ouvir-se um fado em plena rua
O cantador apaixonado
Vibrando as cordas
A cantar o fado
Dão as doze badaladas
E ao ouvir-se as guitarradas
Surge um luar que é de prata
E a recatada donzela
De mansinho abre a janela
Vem ouvir a serenata
Refrão:
Ai como é belo
Á luz da lua
Ouvir-se um fado em plena rua
O cantador apaixonado
Vibrando as cordas
A cantar o fado
São como as rosas de um dia,
Os amores de um estudante
Que o vento logo levou.
Pétalas emurchecidas
Deixam no ar um perfume,
De um sonho que se sonhou.
Capas negras de estudante,
São como asas de andorinha
Enquanto dura o Verão.
Palpitam sonhos distantes,
Alinhados nos beirais
No palácio da ilusão.
Refrão:
Quero
Ficar sempre estudante,
P'ra eternizar
A ilusão de um instante.
E sendo assim,
O meu sonho de Amor
Será sempre rezado,
Baixinho dentro de mim.
Os amores de um estudante
São frágeis ondas do mar,
Que os ventos logo varreram.
Pairam na vida um instante
Logo descem, depois morrem
Mal se sabe se nasceram.
Mocidade, Oh! Mocidade,
Louca, ingénua e generosa
E faminta de ilusão
Que nunca sabe os motivos
De quanto queira o capricho
Ou lhe diga o coração.
Refrão
Nós somos os tunos
Boémios fadistas
Das farras, dos copos
De muitas conquistas
E as belas donzelas
Desta Academica
Inspiram os tunos
De Noite e de dia.
Refrão:
E as serenatas
Ao anoitecer
Demonstram o amor
De quem as vai fazer
Por essas vielas
Por essas calçadas
À luz das estrelas
Ao som das guitarras.
Para vós donzelas
Nós vamos cantar
Doces melodias
À luz do luar.
E as alegrias
Das nossas canções
Brotam fantasias
Nesses corações.
Refrão
Arranjo Instrumental: Abel S. Gonçalves
Na sexta-feira 13 de Janeiro
O capuchinho Rodrigues Monteiro
vai à casinha da sua avozinha
Com leite e mel dentro da cestinha!
Chega à floresta, apanha uma flor
E é então que vê um Lenhador
Ouve os rugidos do noticiário
E vê que o mundo está todo ao contrário!
Leva o almoço à avozinha Maria
Que mora longe dali
A velha teve uma paralisia
Vai pô-la a fazer xixi
A mãe disse ao jovem, antes de partir
Meu capuchinho, tu tens de lá ir
Mas tem cuidado não subas a voz
que anda nos bosques a loba feroz
Vai pela sombra da banda de cá
E não te aventures pelos maus caminhos
Olha que a loba é má, muito má
É uma bicha que come os meninos
E o capuchinho desobedeceu
Todo traquinas pelos bosques se meteu
Armou aos cucos, correu veloz
E deu de trombas co'a loba feroz
E a loba disse capuchinho rapagão, ai que emoção
Aonde vais com o cabazinho na mão todo gentil
Ai chega aqui que eu estou louca, louca, louca de paixão
Vamos os dois fazer a lua-de-mel pró meu cubil, pró meu cubil
Oh capuchinho que destino atroz
Casou há dias com a loba feroz
Por causa disso ficou a avozinha
Sem a merenda e toda mijadinha
Leva o almoço à avozinha Maria
Que mora longe dali
A velha teve uma paralisia
Vai pô-la a fazer xixi
Vai pô-la a fazer xixi
Vai pô-la a fazer cócó
Mocita dame el clavel,
Dame el clavel de tu boca,
Que pá eso no hay que tener
Mucha vergüenza ni poca.
Yo te daré el cascabel,
Te lo prometo mocita,
Si tu me das esa miel
Que llevas en la boquita.
Clavelitos, clavelitos,
Clavelitos de mi corazón.
Hoy te traigo clavelitos
Colorados igual que un fresón.
Si algún día clavelitos
No lograra poderte traer,
No te creas que ya no te quiero,
Es que no te los pude traer.
La tarde que a media luz
Vi tu boquita de guinda,
Yo no he visto en Sta. Cruz
Otra boquita más linda.
Y luego al ver el clavel
Que llevabas en el pelo,
Mirándolo creí ver
Un pedacito de cielo.
Ninguém pelas ruas
Só tu e o vento,
As estrelas nuas
No céu de Dezembro
Um passo lento
As casas iguais
Partir deste tempo
Até nunca mais
Refrão:
Talvez recorde
Numa noite bela
Bonitas canções
Doces acordes
À tua janela
Chegaste menina
E agora mulher
O amor vivido
Não vais esquecer
E as lembranças sem nome
Que a vida nos traz
São glórias pequenas
De um tempo fugaz
Refrão
Está quieto, não bulas
Isso era antigamente
Hoje toda a gente bole
De uma maneira diferente
Bem me quero distrair
Daquilo que é tentação
No que não posso bulir
É que eu quero pôr a mão
Refrão:
Está quieto não bulas
Não ponhas a mão
Vê se tens maneiras
E ponderação
Dá-me falas por favor
Não mereço tal castigo
Nunca pensei que o amor
Tanto bulisse comigo
Já minha avó me dizia
Que o meu avô Baltazar
Só nos bigodes mexia
Quando a ia namorar
Refrão
Somos cantores desta terra Lusitana
Temos cantigas de beleza sem igual
Alegremente e com paixão vamos tocando
Às raparigas que encantam Portugal
Coimbra tem as Serenatas verdadeiras
De flores rubras está coberto o litoral
Verdes os campos, verdes são as oliveiras
As duas cores da bandeira nacional
O brilho do teu mar é um encanto
Porque, porque, se maravilha quem te vê
Ai Portugal porque te quero tanto
Não vou saber pois o amor não tem porquê
Serão tuas mulheres as mais formosas
Será, será, que o vinho alegra o coração
Será o cheiro destas lindas rosas
Ou a saudade que nos deixa esta canção
Que negra sina ver-me assim
Que sorte e vil degradante
Ai que saudades eu sinto em mim
Do meu viver de estudante
Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Sem me ralar vivia eu
A vadiar e tudo mais eram cantigas
Nenhuma delas me prendeu
Deixa-las eu era canja
Até ao dia que apareceu
Essa traidora de franja
Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir num bengalão e ar descarado
A malandrar com outros tais
E a dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar cantar o fado
Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia
Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana
O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Dá gosto à gente ouvi-lo até
Na radio - telefonia
Quando é cantado e a rigor
Bem afinado e com fulgor
É belo o Fado, ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular, toda a emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de ser Doutor e ser Fadista
Cá vai a gente
Vai como pode
Feliz, contente
Para o Pagode
Somos de cima
Vamos prá baixa
Venha menina
Que a mamã deixa
Se a mamã deixa
E o pai consente
Venha menina
Daí com a gente
Está tudo???
Falta a filha do Meneses!
Olha a filha do Meneses
Onde é que se meteu?
Foi comprar um alho porro
Ainda não apareceu
Olha a filha do Meneses
Ainda agora aqui chegou
Não disse pra onde foi
E o alho não comprou!
Seja a saudade bendita
E o encanto que ela encerra
Cante-a que por cá fica
Chore-a quem de cá desterra
Ao passar por baixo a porta
Desta Augusta cidade
Deixo-lhe minha alma morta
Meus amores de mocidade
Não tracei a minha capa
Pelo amor que me não deste
Tapei com ela no peito
Os males que me fizeste
Ao passar por baixo a porta
Desta Augusta cidade
Deixo-lhe minha alma morta
Meus amores de mocidade
Letra: Tuna Universitária do Minho
Gosto de ti calada
Quando estás como ausente
Com o teu olhar transparente
Onde eu não leio nada.
Refrão:
Oh, quanto eu dava
Para ler os teus segredos,
Teus mistérios e teus medos,
Meu amor.
Oh, quanto eu dava
Para ler os teus segredos,
Teus mistérios e teus medos,
Meu amor, meu amor,
Oh, quanto eu dava.
Gosto de ti assim
Com o teu olhar profundo
Que me afasta do teu mundo.
Será que gostas de mim?
Refrão
Gosto de ti em vão
Porque os teus olhos se calam
E os teus lábios nunca falam
Do que te vai no coração.
Refrão
Música: Abel S. Gonçalves
Chorar como eu chorava
Ninguém pode chorar
E amar como eu amava
Ninguém deve amar
Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
Mas ela, me abandonou
E assim murchou em meu jardim essa linda flor
E Madalena foi
Como um anjo salvador
Que eu adorava com fé
Um barco sem timão
Perdido em alto mar
Que sou eu Madalena sem ti amor
Maricarmen, Maricarmen
Ya te lo decía yo
Que los Chicos de la Tuna
Van a ser tu perdición.
La Maricarmen no sabe coser
La Maricarmen no sabe bordar
La Maricarmen sí sabe querer,
la Maricarmen sí sabe besar.
Maricarmen, Maricarmen
quién te ha visto y quién te ve
antes me querías mucho
y ahora no me puedes ver.
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela
Os olhos requerem olhos
e os corações corações
e os meus requerem os teus
em todas as ocasiões
Mulher, mal que por meu mal és o meu bem
Qualquer sabe que és leal só quando és mãe
É louco, é sandeu quem disser
À mulher seja ela qual for
Mulher, tu és o amor
Não, não és, tu és só traição de lés a lés
Mal vês preso um coração pisa-lo aos pés
Em cem como tu conto as cem
Entre as falsas pois cego eu não sou
Mas diz-me outra vez amor vem
Diz-me que eu vou
A mulher gorda para mim não me convém
Eu não quero andar na rua
Com as banhas de ninguém
A mulher magra para mim não me convém
Eu não quero andar na rua
Com o esqueleto de ninguém
Refrão:
Ai, Ai, Ai, Ai, eu gosto dessa mulher
Quero tê-la ao pé de mim
Beijá-la quando quiser
Ai, Ai, Ai, Ai, eu gosto dessa mulher
Quero tê-la ao pé de mim
Beijá-la quando quiser
A mulher alta para mim não me convém
Eu não quero andar na rua
Com o escadote de ninguém
A mulher baixa para mim não me convém
Eu não quero andar na rua
Com as muletas de ninguém
Refrão
A mulher feia para mim não me convém
Eu não quero andar na rua
Com as trombas de ninguém
Mulher bonita para mim já me convém
Eu só quero andar na rua
Com a beleza de alguém
Refrão
Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Para ver se embravecia
Cada vez fiquei mais manso
Bravo meu bem
Para a tua companhia
Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Com o meu vestido vermelho
O mais bravo que eu lá vi
Bravo meu bem
Foi o mansinho coelho
Uma noite, não sei quando, deste-me um beijo com medo
E nesse beijo deixaste descobrir o teu segredo
Bateu forte o coração, bateu forte e com vigor
Um beijo dado com medo, namorar o teu amor
E nunca mais esqueci, nem a noite nem a hora
E então aí começou, todo este afecto de agora
Todo este afecto tão grande, que maior se vai tornando
Quanto mais longe de nós, o passado vai ficando.
As nossas bocas bem juntas, por longo tempo vibraram
Serenamente uma jura, sem ter palavras, juraram
E num beijo dado a medo, quem havia de supôr?
Nasceu a nossa amizade, começou o nosso amor.
E nunca mais esqueci, nem o noite nem a hora
E então aí começou, todo este afecto de agora
Todo este afecto tão grande, que maior se vai tornando
Quanto mais longe de nós, o passado vai ficando
Linda donzela vem à janela que a tuna passa
Ouve este canto que o teu encanto enche de graça
Olha p'ra lua que noite é tua e o trovador
Enamorado canta enlevado trovas de amor.
São teus cabelos ondas que o Douro leva p'ró mar
Lento embalo de melodia que faz sonhar
Barcos Rabelos feitos da esperança de um teu olhar
E a tuna ronda junto à Ribeira p'ra te cantar.
Linda donzela vem à janela que a tuna passa
Ouve este canto que o teu encanto enche de graça
Olha p'ra lua que noite é tua e o trovador
Enamorado canta enlevado trovas de amor.
Levo nos olhos a tua imagem brando fulgor
Levo a saudade deixo esta trova ao teu amor
Põe um sorriso, não te entristeças se a tuna parte
Que o estudante eterno amante virá cantar-te.
Linda donzela vem à janela que a tuna passa
Ouve este canto que o teu encanto enche de graça
Olha p'ra lua que noite é tua e o trovador
Enamorado canta enlevado trovas de amor.
Enamorado, canta enlevado trovas de amor.
Quando eu era pequenino,
Minha mãe disse vai, vai
Vai depressa assar sardinhas
P’ró almoço do teu pai
Refrão:
Estava a assar sardinhas, com o lume a arder
Queimei a pilinha, sem ninguém saber
Se fosse outra coisa, eu não me importava
Mas era a pilinha, que eu tanto estimava
Menina da saia curta
Mande sardinhas assar
Eu não queimo a pilinha
Para consigo casar
Refrão
Passei-lhe a mão pelas pernas
Para as comparar com as minhas
Ela disso ó “skinhead”
Vai mas é assar sardinhas
Refrão
Oh filha não digas isso
Trinca lá essa sardinha
Se queres ver um skinhead
Olha p’rá minha pilinha
Refrão
Refrão:
Quero beber, beber, beber, beber
Quero beber até não poder mais
E de manhã para curar a ressaca
Pego num copo e encho-o com sais.
Eu não me posso queixar
Da vida de estudante
Mas tempos de academia
Esses passamnum instante
Ser caloiro já foi bom
E agora vamos praxar
Como a noite é de forra
Eu quero ouvir cantar.
Refrão
Bebe bebe com jeitinho
E não entornes por fora
Se beberes esse copinho
O outro já não demora
Bebe, bebe com cuidado
Que o compasso cá eu marco
Olha lá essas misturas
Não vás tu virar o barco.
Refrão
Son los trovadores del Mediterráneo, que hoy vienen a cantar
romances que en un pasodoble llegan a tus labios.
Beben del vino que siembra el destino
sus remos guitarras que rasgan las aguas
tu amor es su rumbo tus ojos el sol al brillar.
El viento en las hojas susurra un olivo
cantares de ronda que llenan la historia
de versos que cuentan hazañas de un Tuno al trovar.
En la noche oscura ya suenan sus coplas, se escucha su rondar
romances que en un pasodoble llegan a tus labios.
Beben el vino que siembra el destino
sus remos guitarras que rasgan las aguas
tu amor es su rumbo tus ojos el sol al brillar.
El viento en las hojas susurra un olivo
cantares de ronda que llenan la historia
de versos que cuentan hazañas de un tuno al trovar.
El sol al brillar
nos dará la luz de un mar bañando este cantar
Somos los trovadores del Mediterráneo...
A minha terra
Terra abençoada
É um cantinho
Cheio de luz
Muito branquinha
Muito arborizada
O seu aspecto
De encantar seduz
Refrão:
Ó terra amada
Torrão natal
De ti tão longe
Sinto o meu mal
Oh,brisa
Por caridade
Leva em meu nome
Tanta saudade
Em sonhos vejo
Passar as varinas
Cantos alegres
Com trigo dourado
Em sonhos oiço
Tocar a matina
Na linda igreja
Do meu povoado
Refrão
Vejo a lua duas vezes
E o céu está a abanar
Que diabo aconteceu
Como é que aqui vim parar
As pernas estão a tremer
Isto agora vai ser bom
Queria cantar um fadinho
Mas não acerto com o tom
Refrão:
Desta vez estou mesmo à rasca
Vou me pirar de mansinho
Não volto àquela tasca
Não bebo mais traçadinho (2x)
Tenho a guitarra partida
Esta noite é p'rá desgraça
Não conheço esta avenida
Afinal o que se passa
Esta vida é de loucos
Esta vida é ir e vir
Porque um homem bebe uns copos
Começa logo a cair
Refrão
Ser trovador é um fado
Cantar a todas as donzelas
Deter-se em qualquer lado
Trovar em frente às janelas
Faça frio, chuva ou sol
Esteja bom ou mau tempo
A voz da sua guitarra
São gritos, são mágoas soltas ao vento.
Refrão:
Saudade que encanta
Um sonho perdido...
Uma canção mágica,
um sol a brilhar,
um amor antigo.
Luz cintilante
Vozes ao vento.
Trovas de encanto
Palavras de dor
No seu pensamento.
Seu coração sempre chora
Quando vê outro a chorar
Sempre que o amor vai embora
Sem esperança de voltar
São cantigas de amigo
Ou cantigas de amor
Se um dia cantares comigo
Serás meu amigo, também trovador.
Refrão
Arranjo Instrumental: Abel S. Gonçalves
Nós somos Tunos, Tunos do Infante
As canções são as nossas caravelas
Não esquecemos nem por um só instante
De cantar à beleza das donzelas.
Louras morenas... altas pequenas...
Não importa desde que sejam mulheres.
Tanto cantamos alegrias como penas
somos paus para todas as colheres.
Nós somos Tunos, Tunos do Infante
Pelo mundo queremos navegar
Envolvidos num combate incessante
Contra a seca que nos faz desafinar.
Tinto ou branco... maduro ou verde...
Não importa desde que seja do bom.
Fiquem sabendo que depois de morta a sede
Não há tuno que não acerte com o tom.
Música: Abel S. Gonçalves



